Eu sei que o nome do blog é por demais ouvido e usado, mas comente que eu respondo. A ideia é estabelecer diálogo, este é um espaço pensado para quem queira desabafar e ser respondido. Diga de sua justiça...
Friday, September 08, 2006
Sonhava com amamentar, tinha adorado estar grávida, modéstia à parte era uma grávida resplandecente. Não engordara um quilo mais do que o peso da Inês, mantivera-me elegante e orgulhava-me disso, sem sacrifícios, pura e simplesmente sentia pouca fome. Estive a noite inteira à espera do meu bébé, mas como ela nascera de noite, o berçário fechara, e não a vi até de manhã (só fiquei a saber deste facto posteriormente) apesar dos pedidos insistentes às outras parturientes para chamarem a enfermeira que me tinha dito: “Levo-a já.”. Não consegui dormir, fechava os olhos e via alguém a levar a minha menina ao encoberto da noite, o único pensamento reconfortante que conseguia ter era que ela era inconfundível, já a vira, não me podiam entregar outro bébé sem ser o meu, saberia que não era meu.

Saturday, September 02, 2006
A Inês nasceu num dia de Novembro às dez da noite, depois de nove horas de expectativa, de dor, de epidural, de ameaça de cesariana porque o seu ritmo cardíaco estava irregular. Saiu por fim e foi imediatamente pousada em cima da minha barriga. Era a cara chapada do pai, até ao pormenor do característico bico de viúvo. A mãe do meu marido quando viu a sua única neta, filha do seu único filho afirmou emocionada: “É o meu filho pequenino novamente!”

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