Eu estava grávida. Incrível! Não conseguia processar a informação que o funcionário da farmácia me transmitia. Aquele objecto com aparência de termómetro tinha sido mergulhado na minha urina, entregue uns minutos antes, não consigo precisar quantos, e exibia agora uma risca azul. ”Positivo” – afirmava o senhor. Pois, devia ter razão, mas nem o meu cérebro, nem o meu coração compreendiam.
A esta altura é conveniente explicar que aquela era uma mulher casada há cinco anos, com vinte e nove anos de idade, e fazia amor há vários meses sem nenhum tipo de contraceptivo, na expectativa de engravidar. Como diz o popular provérbio: “Quem anda à chuva molha-se!”, parecia ser a conclusão lógica, mas nem assim. Qual lógica qual carapuça! A lógica não tem definitivamente nada a ver com o assunto.
A noite fria de Fevereiro em que o sono não veio e uma excitação desconfortável tomou conta de mim era afinal uma premonição da ansiedade que o meu futuro encerrava. Essa foi a primeira de muitas noites insones.
Durante toda a minha vida adulta tinha afirmado que nunca iria ter filhos, não me achava particularmente maternal, apesar de adorar crianças e de o sentimento ser recíproco. De alguma forma, ser mãe não parecia ser uma decisão acertada no meu caso. Mas as nossas convicções mudam, faz parte da vida, do processo de crescimento, da aprendizagem permanente que é estar vivo, da necessidade de amadurecer para melhor compreender quem nos rodeia. E sejamos sinceros nada nos torna mais humanos do que ser pais. E pronto estava decidido, ia ser mãe.
A esta altura é conveniente explicar que aquela era uma mulher casada há cinco anos, com vinte e nove anos de idade, e fazia amor há vários meses sem nenhum tipo de contraceptivo, na expectativa de engravidar. Como diz o popular provérbio: “Quem anda à chuva molha-se!”, parecia ser a conclusão lógica, mas nem assim. Qual lógica qual carapuça! A lógica não tem definitivamente nada a ver com o assunto.
A noite fria de Fevereiro em que o sono não veio e uma excitação desconfortável tomou conta de mim era afinal uma premonição da ansiedade que o meu futuro encerrava. Essa foi a primeira de muitas noites insones.
Durante toda a minha vida adulta tinha afirmado que nunca iria ter filhos, não me achava particularmente maternal, apesar de adorar crianças e de o sentimento ser recíproco. De alguma forma, ser mãe não parecia ser uma decisão acertada no meu caso. Mas as nossas convicções mudam, faz parte da vida, do processo de crescimento, da aprendizagem permanente que é estar vivo, da necessidade de amadurecer para melhor compreender quem nos rodeia. E sejamos sinceros nada nos torna mais humanos do que ser pais. E pronto estava decidido, ia ser mãe.

1 comment:
Quem se identificar, ou não, comente. Obrigado
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